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E lá se vai mais um dia…

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e basta contar compasso
e basta contar consigo
que a chama não tem pavio
de tudo se faz canção
e o coração
na curva de um rio, rio…
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(Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges)
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Em ritmo de carnaval…

Come away with me in the night
Come away with me
And I will write you a song
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Come away with me on a bus
Come away where they can’t tempt us
With their lies
(Norah Jones)
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Um lindo filme: Once

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Dia desses alguém me lembrou dessa música, “Falling Slowly”, que me lembrou do filme do qual é tema, “Once”, e sobre o qual já havia resenhado. Acabei baixando-o para assisti-lo de novo e de novo me encantei com sua beleza e simplicidade. Acabei baixando também a trilha sonora.

O filme é a história de uma amizade que nasce do acaso e navega por notas musicais. Ele é um talentoso músico que ganha a vida com seu violão nas ruas de Dublin, Irlanda. Ela, uma imigrante tcheca que anda pelas mesmas ruas, vendendo rosas para sustentar sua filha. Ele se sente inseguro para apresentar suas próprias canções e ela tem a música apenas como hobby. Eles se encontram por acaso e a paixão pela música os leva a viver uma experiência inesquecível. Aos poucos percebem que tem material para formar uma banda e gravar um disco. Pouco diálogo e muita sutileza, onde quase tudo é dito através das músicas.

O projeto do filme nasceu em 2005, em concerto do The Frames. O diretor, John Carney, encomendou ao líder da banda algumas canções para desenvolver o projeto. O resultado foi um roteiro de 60 páginas e 10 canções inéditas, incluindo “Falling Slowly”, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original de 2008.

Markéta Irglová e Glen HansardBob Dylan gostou tanto de Once que convidou Glen Hansard e Markéta Irglová (protagonistas e compositores) a fazerem o show de abertura em parte de uma turnê mundial.

Uma pequena e independente produção irlandesa, com um orçamento de apenas 150 mil dólares, que ganhou o mundo no boca a boca e desbancou grandes produções. Ainda hoje é pouco conhecido, mas é um dos melhores filmes que já assisti tendo a música como tema central. Especialíssimo! (Drama, 85 min)


O Seu Olhar

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O seu olhar lá fora
O seu olhar no céu
O seu olhar demora
O seu olhar no meu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
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(Paulo Tatit / Arnaldo Antunes)

Bom domingo, com “O vento do verão”

Duas versões de The Summer Wind:
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The summer wind
Came blowing in
From across the sea
It lingered there
So warm and fair
To walk with me
All summer long
We sang a song
And strolled on golden sand
Two sweethearts
And the summer wind
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(Hans Kradtke/Henry Mayer/Johnny Mercer)
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Time After Time, por Chet Baker

Time after time
I tell myself that I’m
so lucky to be loving you

Sammy Cahn / Jule Styne


Há um vilarejo ali…

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
(Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)

O jeito como você se parece esta noite…

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Algum dia, quando eu estiver terrivelmente abatido,
Quando o mundo estiver frio,
Eu sentirei um ardor apenas por pensar em você,
E no jeito como você se parece esta noite…

“The way you look tonight”, da trilha sonora do filme “Swing Time”, com música de Jerome Kern e letra de Dorothy Fields, vencedora do Oscar de melhor canção de 1936, numa versão mais quente na voz de Billie Holiday.


Transporte y Deseo

Deseo

Yo soy, tan sólo
uno de los dos polos;
de esta historia, la mitad.
Apenas medio elenco estable;
una de las dos variables
en esta polaridad:
más y menos,
y en el otro extremo
de esa línea, estás tú,
mi tormento,
mi fabuloso complemento,
mi fuente de salud.
(Jorge Drexler)

Cais

Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir, eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
(Milton Nascimento / Ronaldo Bastos)

Sentidos

Não quero seu sorriso
Quero sua boca no meu rosto
Sorrindo pra mim
Não quero seus olhares
Quero seus cílios nos meus olhos
Piscando pra mim
Transfere pro meu corpo
Seus sentidos pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque quero você
(Zélia Duncan)

Por onde andei?

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…
(Nando Reis)

Do que fui me lembrar…

Há exatos vinte anos minha gestão no Grêmio Estudantil da ETFPel – hoje IFSul – terminava melancolicamente. Estava completando 36 horas dentro daquela sede que ficava no meio do saguão principal, fazendo balancetes financeiros e relatório patrimonial. Sozinha! As maiores lições sobre política e democracia da minha vida aprendi em 1989, aos 17 anos.

O que isso tem a ver com a música? O nome da gestão era Travessia inspirado, não por acaso, nessa que é a minha preferida do Milton Nascimento. Obviamente ainda vivia a ressaca do segundo turno das eleições presidenciais em 17 de dezembro. Naquela época tudo passava muito rápido, o tempo era mais veloz do que agora.

De resto, a música fala por si…


Eu quero ver o domingo acabar!

Domingo eu quero ver
o domingo passar
domingo eu quero ver
o domingo acabar!
….
(Toni Bellotto e Sérgio Britto)
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Quase uma canção de ninar…

Se a voz da noite responder
Onde estou eu, onde está você
Estamos cá dentro de nós
Sós…
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(Chico César)