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do que nos falta

há alguns anos uma pessoa com a qual estava tretando (nem lembro o assunto da treta) me chamou em privado e disse que estava me desamigando virtualmente antes que se estressasse ao ponto de ter um câncer, dizendo: “entre eu e você ter um câncer, tenha o câncer você”. sim, a pessoa me desejou um câncer por causa de uma treta de rede social.

há alguns meses uma amiga querida, dessas que gostaria de manter contato pra vida toda, meio que estava se afastando, e eu preocupada com sua saúde e bem estar escrevi perguntando dela. respondeu dizendo preferir “evitar as energias negativas” e por isso se afastou. sim, a pessoa se referiu a mim como energia negativa.

não é que falte amor ou empatia para as pessoas. falta é respeito e gentileza mesmo no trato com o outro no dia a dia. tratar as pessoas, qualquer uma, como gostaria de ser tratado deveria ser a condição primeira para a vida em sociedade. até eu que sou bem antissocial sei disso e me comporto de forma razoável.

vejo, escuto e leio coisas parecidas todos os dias. quando não é comigo são amigos reclamando de coisas tão absurdas quanto. e fico cá ruminando com meus botões… qual a necessidade disso? que bem pode trazer desejar o mal a outra pessoa?

de verdade? torço para que cada uma das pessoas acima tenha alcançado seus objetivos de bem estar se afastando de mim. porque eu, apesar de bem chocada com o mal e grosseria gratuitos, acabei por ficar aliviada com o afastamento.

fazer o quê, né?

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Aos meus amigos

No dia 24 de dezembro do ano passado, lá pelas 22h, enviei um e-mail a todos os meus amigos desejando o meu “não-natal” a todos. Nele eu aflorava toda a minha raiva cultivada anos a fio pelos natais horrorosos que já vivi e por essa felicidade obrigatória – e falsa – do natal, muito bem abordada no texto abaixo. Aliás, o texto abaixo é de 2008.

Nesse meu desejo de não-natal a meus amigos, comentei a respeito de algo que sempre me faz muito mal nessa época: o desperdício de comida. O engraçado é que alguns deles, três jornalistas como eu, entenderam que eu iria passar alguma privação ou mesmo fome na noite de natal. Aproveito para esclarecer – um pouco atrasado –  que não passei fome no natal passado e muito menos nesse. Aqui em casa rola uma janta normal, como em qualquer outra noite do ano.

Obviamente não tem brinde com champanhe, porque não vejo nada de especial nessa noite para comemorar e porque não posso beber em casa e correr o risco de me distrair e meu filhote dinossauro acabar com a geladeira e a casa – necessariamente para ele nesta ordem. Mas o pudim que está na geladeira está maravilhoso, garanto!

Este ano resolvi não desejar nada a meus amigos nesta noite. Primeiro porque os raros – e loucos! – que desfrutam de minha amizade sabem o quanto gosto deles o ano inteiro e que sempre, sempre mesmo, quero vê-los bem. Mesmo que momentaneamente longe de mim.

Então, meus queridos amigos, que estejam bem e felizes onde quer que se encontrem.