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Sobre a operação militar nas favelas no Rio de Janeiro

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Sinceramente estou com preguiça de comentar a operação militar nas favelas do Rio de Janeiro que tomaram conta dos noticiários desde o último dia 25. Não é a primeira e nem será a última, infelizmente. E como bem disse o cartunista Carlos Latuff em sua página no tuíter,”Tráfico de drogas não se extingue, apenas muda de mãos. Vejo num futuro próximo traficantes substituídos por milicianos.” e “Sabe porque o Estado não vai acabar com o tráfico de drogas? Porque no sistema capitalista não se acaba com um comércio que dá lucro.”
Mas como acho que quem pensa e vê de forma diferente a sociedade tem a obrigação de oferecer uma outra reflexão, diferente da versão da grande imprensa e do senso comum, deixo como sugestão a análise do Leonardo Sakamoto, “Vale-tudo: o Estado pode usar métodos de criminosos?” (<<< clique no link), a análise de Luiz Eduardo Soares, “A crise no Rio e o pastiche midiático” (<<< clique no link) e três das charges do Latuff, que falam por si. E como diria um personagem do cinema, “é tudo que tenho a dizer sobre isso”.

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Nota: Latuff esteve na manhã deste sábado, 27/11, no conjunto de favelas do Complexo do Alemão gravando essas imagens:

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Brigadianos gaúchos entram em estado de greve

Em Assembléia Geral de soldados, sargentos, tenentes e subtenentes da Brigada Militar, realizada na manhã desta terça-feira (25), categoria definiu por estado de greve. Eles ameaçam entrar em greve caso projeto da governadora seja aprovado na Assembléia Legislativa (AL)
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Bianca Costa
Agência Chasque
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Porto Alegre – Cerca de 3 mil soldados, sargentos, tenentes e subtenentes da Brigada Militar entraram em estado permanente de greve. A Assembléia Geral da categoria ocorreu na manhã desta terça-feira (25), na Assembléia Legislativa do RS. A categoria rejeitou reajuste salarial que define, entre outros, o piso de R$ 1.207 e eleva a contribuição previdenciária de 7% para 11%.

Conforme o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, Leonel Lucas, os brigadianos podem paralisar as atividades caso o pacote do governo estadual seja aprovado na Assembléia Legislativa.

“Na assembléia, nós rejeitamos o pacote que a governadora mandou para a Assembléia Legislativa, e informamos a todos os deputados presentes, que se votassem o projeto, votassem contra o pacote da Yeda. Pedimos ao líder do governo para retirar o projeto para melhorar esse projeto que não vem a beneficiar os brigadianos. Se for aprovado o projeto do jeito que está, nós vamos chamar uma nova assembléia e aí vamos deliberar sobre a greve ou não”, afirma.

A Associação pede que o aumento seja dado a todos os policiais militares de forma linear. Eles pedem que os 19% de reajuste seja dado aos soldados e coronéis, o que representa a paridade de salários.

Veja o mesmo fato, noticiado de outra forma, em Zero Hora:

“Sua Segurança: greve, palavra proibida na BM” – Por implicar cadeia, sanções disciplinares e prejuízos na carreira, militares dificilmente irão paralisar