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e veio o dia 21…

não foi uma noite fácil. mas um combo de relaxante muscular e analgésico específico para enxaqueca mais um chazinho calmante me fizeram capotar enfiada debaixo do edredom a pedido da madrugada gélida de Satolep.

infelizmente não deu para esquecer. e nem é possível escrever a respeito ainda. mas… deu para decidir algumas coisas: nunca mais colaborarei com as violências sofridas e nunca mais me sujeitarei a fazer o que não quero, àquilo que até o corpo trava em negativa concordando com o cérebro. nunca mais!

vem aí um longo período de mudanças, que só deve encerrar no final de 2017, e vou aproveitar esse período para criar um ambiente mais dócil e amável para mim. afinal, lar é pra isso. né?

é impossível escrever ou produzir qualquer outra coisa onde é preciso lutar para garantir minutos de silêncio e paz ou para atividades que estimulem o pensamento e a criatividade.

enfim… é inverno. tempo de acumular energias para o desabrochar das flores. e é isso que vou fazer.

preciso de meias de lã.

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atropelamento e fuga

o dia hoje foi tão horrível, tão violento… me atropelou de um jeito… e me deixou lá esmigalhadinha no chão. e o único abrigo que encontrei foi justamente onde menos esperava.

está tão difícil até de lembrar _dirá tentar lidar com_ que minha única saída será fingir que não aconteceu. e assim será.

porém, foram tão raras as vezes que me senti no colo da minha mãe nesses quase 46 anos de vida que de hoje escolhi guardar só isso, a sua percepção e cuidado quando tudo era aspereza, agressão e horror.

no mais… vem ni mim 21 de junho!

ipe


Cheguei aos 45. Ê.

meu bolo de níver feito pela mamis (pêssego, chantilly e chocolate)

meu bolo de níver feito pela mamis (pêssego, chantilly e chocolate)

Completando 45 anos com aquela cara (exageraaaaaada) e ânimo de 90, resmungando muito e achando que a vida foi cruel demais comigo. E achando que estava pouco, mandou mais. Esse ano só quero esquecer. Não consegui viajar e rever pessoas queridas, mergulhei na depressão de novo e no comecinho de dezembro fui demitida. Eu estaria reclamando do mesmo jeito mesmo sem tudo isso, cêis sabem, mas parece que 2016 resolveu me dar motivo para reclamar. Então… pronto, reclamei.

Dizem que 2017 é ano “um”, ano de recomeços, de iniciar novos projetos, embarcar em novas aventuras. Pois, bem. Estou sendo forçada a recomeçar. E vou. Tenho um companheiro paciente, generoso e doce (pelo menos comigo) que faz ‘de um tudo’ para tornar minha vida melhor. Pena que nem ele, nem o desejo dos amigues queridos, nem a lindeza e amor do Parque Jurassí sejam suficientes para me trazer à tona hoje. Daí que vou ficar mais um tantinho mergulhada nessas águas turvas. Desculpa. Daqui a pouco eu volto.

Afinal acredito no poetinha, “a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste não“.

Mas antes, para não perder a vibe da reclamação, deixa eu dar na cara de 2016 porque ele fez por merecer…

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O dia em que ajudei Zimmermann a fugir do Brasil

Rogério Zimmermann (foto: Jonathan Silva / Grêmio Esportivo Brasil)

Rogério Zimmermann (foto: Jonathan Silva / Grêmio Esportivo Brasil)

Rogério Zimmermann é um estrangeiro que vivia em exílio político no Brasil, e trabalhava como treinador de futebol no meu Grêmio Esportivo Brasil aqui em Pelotas, sul do Rio Grande. País de origem dele? Não lembro. Mas lembro que éramos muito amigos, ele morava no Estádio Bento Freitas e eu tinha acesso liberado às dependências todas do estádio. Outras mulheres também tinham, não era um privilégio exclusivo meu.

Logo após a façanha de levar o Xavante à série A do Brasileirão _no terceiro acesso consecutivo dentre as divisões do campeonato, fato único e histórico e que o elevara ao posto de maior ídolo do clube em todos os tempos, mesmo sem ter marcado diretamente nenhum gol_, meu amigo Rogério me chamou para um papo meio clandestino, certificando-se de que não havia nenhum aparelho ou dispositivo eletrônico por perto que pudesse registrar a conversa. Rogério parecia meio persecutório, apesar da imensa auto-confiança que é sua marca registrada.

Nessa conversa me fez um pedido inusitado: ajudá-lo a fugir do Brasil _o Grêmio Esportivo_ e ir para seu país de origem rever sua família _por algum motivo nesse momento ele poderia voltar. Sou xavante doente desde os 18 anos, não é segredo para ninguém. Mas também não é segredo que sou capaz de passar por cima de paixões e ideologias em busca de justiça, principalmente para amigos. Sei bem pelo relato de amigos próximos o que é viver em exílio, despatriado… Não exitei. O plano de fuga do amigo Rogério foi executado rapidamente. No dia da confraternização da equipe, direção e torcida pelo acesso à série A no Bento Freitas partiríamos, logo depois da festa no centro do gramado.

Não sei dirigir, daí escolhi uma amiga boa no volante para nos ajudar na empreitada. Que amiga? Não lembro. Só lembro que era fotógrafa, e da apreensão na saída do carro em meio à torcida ali pela João Pessoa. Ninguém poderia perceber a presença do ídolo no carro, ou não sairíamos. Ufa, conseguimos! Partiu estrada. No meu plano tínhamos que evitar o aeroporto Salgado Filho onde Rogério poderia ser reconhecido por algum torcedor ou jornalista. Longas horas de estrada, parando em pequenos e discretos restaurantes até chegar em São Paulo. Já em Guarulhos, num hotelzinho razoavelmente próximo ao aeroporto, Rogério cochichou em meu ouvido o número da nossa reserva no voo. Tinha uma senha também. Mas pra que senha? Embarcaríamos os três, com um plano falso da gravação de um documentário no país de Zimmermann.

Lembro que o cochicho de Rogério com a informação me incomodou. Há quase dois dias não tomava banho e o incômodo de estar cheirando mal me impediu de decorar o número da reserva. Rogério já respirava aliviado, confiante que tudo daria certo. Parte da agonia resolvida: consegui tomar banho. Trocamos informações sobre o melhor jeito de arrumar a mala e guardar objetos que não poderiam quebrar, o que seria bagagem de mão, etc. Fechamos as malas, cada um tinha uma pequena e partimos para o aeroporto com uma razoável folga de horário. Ainda tínhamos uma última tarefa antes de embarcar.

Já no aeroporto, check-in feito e na sala de embarque aguardando o voo fomos cumprir a última etapa do plano: a gravação da despedida de Zimmermann para a torcida xavante. Gravei, editei no notebook sentada no chão mesmo e subi no youtube. Deixei o vídeo privado até a primeira conexão já fora do país para publicar e divulgar nas redes. Acordei no momento em que me assustava com o número de visualizações crescendo por segundo.

Ca-ra-ca! Nunca tinha tido um sonho tão maluco. De qualquer forma não custa pedir: NÃO NOS ABANDONE, AMIGO ROGÉRIO!

#FicaZimmermann


Escolhendo as saudades

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Queria dizer que sinto saudade de todos os amigos e amigas que não vejo há anos. Estaria mentindo. Quase sempre quando os vejo na rua, no pouco que saio de casa, ou em fotos desfilando nas redes sociais fico feliz e nas fotos curto discretamente, meio que para dizer “te vi, gostei de te ver, que bom que estás bem, bom saber de ti”. Mas fica por aí.

Dia desses uma amiga muito querida e que foi muito presente na minha vida até, sei lá, meus 26 ou 27 anos, publicou uma foto nova. Está linda chegando aos 40 anos e eu só consegui curtir com esse significado: “te vi”, “que bom te ver”. Poderia ter dito “saudades tuas”, como alguém escreveu pra mim essa semana e me fez sorrir, mas imediatamente me ocorreu: será que vai gostar de ler que sinto saudade dela? ou vai só pensar “ah, não… a Niara não!”?

Entenderam o drama? Quando a gente tem esse tipo de dúvida sobre amizade é porque já foi, não é mais. E é claro que sinto saudade, esse é praticamente meu segundo nome _embora o registro teime em avisar Luiza_, mas a saudade é outra. Tenho saudade de mim naquele tempo, com aquela pessoa naquele tempo. Agora somos praticamente estranhas. Teria que apresentar tudo de novo, conhecer e estar disposta a conhecer tudo de novo e a reconhecer o que sobrou daquela outra pessoa nessa… e, não, não estou disposta. Tem lembranças que trazem junto dores, o amargo de erros cometidos ou de acertos com pessoas erradas, erros com pessoas erradas…

Minha indisposição tem a ver com a decisão de não mais arrastar as correntes do rancor e dessas dores e amargos. Consegui me livrar delas. Mas esquecer… esquecer é outra coisa. Não sei esquecer. E daquilo que não sei fazer mas quero e me esforço para aprender está a seleção das saudades a sentir. Tem saudade boa, gostinho de quero mais, aquece o coração e faz sorrir. Fico só com essas, [porque não sou] obrigada.

Beijo para aqueles e aquelas que não são dúvidas na minha vida. ♥


Eu sem o Biscate Social Club…

Parece uma letra do Vinícius… Samba em Prelúdio. Poderia ser, mas acredito que as coisas têm seu tempo e são finitas.

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Demorei para escrever contando porque tem coisas que doem mais do que deveriam. Não faço mais parte do Biscate Social Club e nem escrevo mais lá — mas meus textos, os já escritos, ficaram –, embora a relação de afeto continue com xs bisca tudo que lá permanecem e com o próprio site, que ajudei a parir com muito orgulho. Continuo lendo e continuo indicando a leitura: é libertador e libertário, além de muito prazeroso. Então, não vejam esse comunicado como desabonador ou como uma desqualificação do espaço, porque é capaz que com a minha saída ele fique melhor e menos esculhambado (a esculhambada sou eu, desculpa).

Coletivos tem ritmos, regras e seguem seus caminhos. Tenho o meu ritmo, minhas regras e meus princípios e eles estavam se chocando com o ritmo, regras e princípios do coletivo BiscateSC. Tenho esse jeito meio megafone contra a injustiça e não a admito onde estou, convivo. E houve uma imensa injustiça e covardia contra o BiscateSC e eu berrei antes de todo mundo, não esperei. Tipo queimei a linha, saí berrando antes do coletivo contra essa injustiça. Não sei se saberia fazer diferente. O coletivo achou melhor não me seguir, e nem precisava. E embora pareça, não saí por causa da mágoa de cabocla ou pela contrariedade de não ter sido seguida, mas pelo aceite coletivo à injustiça, pelo menos publicamente. Esse “concordo contigo, mas não posso assumir isso publicamente” não cabe para coletivos, acho. Pelo menos não para o eu parte de coletivos.

Há uma escritora/blog/coletivo feminista chupando o conteúdo do BiscateSC. E meu crime ou pecado foi ter dito isso com todas as letras. A ampla maioria das pessoas preferiu enxergar como “convergência de ideias”, “coincidência de pensamentos” e usar até mesmo do conceito de sororidade para aceitar essa chupação, afinal quanto mais pessoas estiverem escrevendo e conscientizando sobre a libertação das mulheres de sua opressão melhor. Depende. Não acho que varrendo divergências de fundo como racismo, machismo, classicismo, homolesbitransfobia e falta de ética para debaixo da tapete avançaremos ou chegaremos a algum lugar.

A esquerda da qual sou ativista desde quando me entendo por gente se diferencia no fazer, no trilhar o caminho e não apenas no objetivo a ser alcançado. Os demais esquerdistas que pensam que os fins justificam os meios são os mesmos que ajudaram a degradar a proposta do socialismo aos olhos do mundo e deram armas ao capitalismo para nos atacar. É preciso estar vigilante e atento. Se nos opomos à injustiça e queremos um mundo justo é preciso construí-lo desde já pelo caminho da justiça, da ética, da correção de princípios. Não é sendo condescendente com falcatruagem, roubo de ideias e o pisar no outro porque é ou parece menor segundo sua régua que teremos esse mundo justo. E isso tem muito a ver com o feminismo. Não é possível ser feminista e ter empregada doméstica (desculpa, mas não é, quem tem sabe ou deveria saber que vive em contradição), se achar melhor na cadeia de produção (exploração) ou que pode chegar “antes” que qualquer pessoa às riquezas e prazeres da vida porque é branca, hétero, cis ou num-sei-que-lá-mais. Ou se parte do princípio que somos todos iguais desde já e nos respeitamos dessa forma ou já falimos no nosso intento antes mesmo de começarmos a luta.

largando o chicote do BiscateSC... :-(

largando o chicote do BiscateSC… 😦

O BiscateSC foi ao ar no dia 17 de dezembro de 2011, e continua tão lindo em sua proposta e conteúdo hoje quanto naquela tarde nublada e abafada de verão. O mundo continua careta, hipócrita e criminalizando o comportamento das mulheres e ainda temos muito o que dizer. O BiscateSC não tem a fama que deveria, apenas deitamos em quantas camas quanto conseguimos (ho ho ho) e quem a tem (a fama) achou mais fácil reescrever nosso conteúdo e assinar seu nominho em cima do que nos dar o devido crédito. Lamento muito que seja assim, mas também agradeço porque ajuda prabu a definir quem é parceirx na trincheira de luta e quem na primeira oportunidade vai furar teu olho ou te enfiar uma faca nas costas. Não sei vocês, mas eu prefiro saber em quem posso confiar.

No mais, só tenho a dizer: continuem lendo e divulgando o BiscateSC. Melhor espaço ever onde já estive, melhores parceiros de copo e escrita que já tive, e sei que se deitássemos todos numa mesma cama era capaz de mudarmos o mundo só com esse ato. Quem sabe um dia… Hein? Hein? Hein? 😛


Dia de festa! 18 anos do Calvin… ♥

[4h54] Meu #dinofilhote completando 18 anos. DEZOITO ANOS. Hoje. Agora. Difícil acreditar que tanto tempo passou… Ele ainda é uma criança.

Calvin sensualizando no sofá, ao acordar

Calvin sensualizando no sofá, ao acordar

Acorda. Vem correndo ver se estamos no quarto. Se ainda está com sono, volta pra cama. Se acordou mesmo, ou senta em frente ao meu computador e espera que ligue e coloque música pra ele ou vai sentar na sala em frente à tevê — que não desliga nunca, ou ele levanta apenas para ligá-la no meio da madrugada. Bebe água. Vai no banheiro. Volta pra sala. Espera o café. Bebe, come. E fica o resto do dia entre a sala e o quarto. Entre a tevê da sala e a janela e a tevê do quarto e o computador. Tudo ligado ao mesmo tempo. Vai trocentas vezes ao banheiro. Aprendeu a se limpar sozinho, mas se veste de qualquer jeito. Faz de qualquer bermuda uma grande fralda, pelo jeito como se veste embolando tudo. Aprendeu a dar descarga no banheiro, mas dá antes do que tem pra fazer. Ri de si mesmo, da tevê, dos ataques de raiva do Gilson (disso até eu rio), dos latidos da Lalá, comemora quando os vizinhos chegam no prédio, festeja quando toca a campainha.

tem que ficar assim, retinho, encostados na parede... ele confere sempre que sai do banho

tem que ficar assim, retinho

Não, ele não é um autista comum. Gosta de pequenas mudanças na rotina. Algumas. Para outras reaje como se tivesse TOC. Os objetos sobre o balcão da pia do banheiro precisam ficar alinhados, o telefone precisa ficar na base. Conta o tempo mentalmente. Mesmo que não esteja com fome fica me perturbando se passa das 21h e não vou pra cozinha fazer o #dinojantar. Essa rotina só é quebrada quando não estou. O Gilson leva, e o leva, de outro jeito. Adora banho, desde que seja quente e no chuveirinho. Não que se lave direito, porque só se molha e fica o tempo todo jogando água no peito. E a rotina do banho é… primeiro escova os dentes — eu escovo os dentes dele. Lavo o cabelo. Ensaboo, ele deixa esfregar bem, vira de costas e fecha os olhos para enxaguar. Vira de novo, termino de enxaguar. Passo o condicionador, e deixo pra enxaguar depois. Pego o sabonete e ele espera os comandos. Levanta o braço, primeiro o esquerdo, ensaboar, enxaguar. Depois o direito. Lava o combo pinto-saco. Comando “vira”, lava as costas, a bunda. “Vira”, lava as pernas. “Levanta o pé”, primeiro o esquerdo. “O outro”, o direito. Termino de enxaguar o cabelo e o corpo. Lavo o rosto. foto (11)Pego a toalha. Ele sabe que este é o comando pra fechar o chuveiro. “Vem”, ele sai do box. Eu o seco, quase na mesma ordem do banho. Primeiro o rosto, o excesso de água do cabelo, a mão esquerda, o braço. Passo pra mão direita, o braço. Seco até o barrigão, o combo pinto-saco. “Vira”. Tiro o excesso de água da parte de trás do cabelo, seco o pescoço, as costas, a bunda. “Vira”. Me abaixo para secar as pernas. Primeiro a esquerda, depois a direita, até o pé. Volto e termino de secar o cabelo. Penteio o cabelo. Passo desodorante. “Vem” e ele dá dois passos até o quarto dele, onde já deixei a roupa limpa separada para vesti-lo. Visto-o. Primeiro a cueca, depois a camiseta. Se não estiver calorão, a bermuda e mais a sandália. “Vai”. Ufa! Vou arrumar a bagunça.

o banho é sempre feliz, ainda mais quando o Gilson está do outro lado da cortina fazendo palhaçada...

o banho é sempre feliz, ainda mais quando o Gilson está do outro lado da cortina fazendo palhaçada…

É assim também antes de dormir. Mas aí, ele já está sonolento por causa da medicação, e quando termina de vestir o pijama, o comando é “Pra cama”. Ele deita. Dou um boneco amarelo, sem braço já que ele gosta de andar pra cima e pra baixo. O cubro. Um beijinho na boca. Repito “eu te amo”. Um beijinho de esquimó. Outro beijinho na boca. “Dorme”. Desligo as luzes extras, fica só a do corredor. Às vezes ele levanta meio zumbi para desligar essa também. Deixo como ele quer. Finalmente descanso.

Nem sei há quanto tempo é essa a minha rotina. Teve um tempo que ele não dormia, e eu também não. Mas, agora além de estar mais leve, divido-a com o Gilson. E, confesso, estou curtindo ver a relação que eles estão construindo. Eles se gostam, mesmo. Não poderia ser diferente. É tão desgastante que só com muito afeto para suportar. É desse afeto que brota as doses extras de paciência que se fazem necessárias.

Calvin, Gilson e Lalá, fazendo bagunça no sofá...

Calvin, Gilson e Lalá, fazendo bagunça no sofá…

Quanto tempo mais nessa rotina? Não sei. Aprendi a viver um dia de cada vez e não pensar muito no futuro. Já foi tão pior… Já estivemos um sem o outro por um longo tempo. E doeu tanto que nem é bom lembrar. Ou é, para saber o que festejamos hoje. Somos uma família bem torta e de horário malucos, é fato, mas que se estruturou do jeito certo, sobre afeto. E sobra afeto.

Acho que o Calvin é bem feliz nessa nossa bagunça. E hoje é dia de cantar parabéns!

... ♥

… ♥