Realidades absurdas nem tão fictícias assim

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Dia 12 — O livro favorito de ficção científica

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Já falei que não curto ficção científica? Então, não curto mesmo. Nem na literatura e nem no cinema. Raros e bons foram os livros de ficção científica que li. Entre eles Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, 1984 de George Orwell e Fahrenheit 451 de Ray Bradbury.

Sou daquelas pessoas malucas que pra não se decepcionarem com versões cinematográficas de grandes livros, sempre que possível, assisto ao filme primeiro e depois leio o livro. Com Fahrenheit 451 foi assim. Só depois que já tinha assistido o filme e o resenhado para o blog de cinema é que fui catar o livro para ler. Mesmo já conhecendo a história e mesmo não curtindo ficção científica me arrisquei. E gostei mais do livro do que do filme. E olhem que François Truffaut é um desses gênios do cinema francês…

Mas essa história tem a ver com livros, com situações absurdas não tão impossíveis assim, com totalitarismo, sociedade e pensamentos controlados e isso está profundamente ligado ao meu mundo, político. O autor, o americano Ray Bradbury começou a escrever a história em 1947 e só publicou em 1953 — estamos falando do período mais crítico do macartismo nos EUA.

Resumão básico: no futuro todos os livros foram proibidos (ler ou possuir), opiniões próprias foram consideradas anti-sociais e desagregadoras e o pensamento crítico foi suprimido. O personagem central é Guy Montag, o “bombeiro” pacato e feliz com sua vidinha que tem a tarefa de queimar os livros, e 451 na escala Fahrenheit é a temperatura em que o papel incendeia. Surge a mocinha (sempre as mulheres, essas subversivas!) da história, Clarisse, que vai plantar a dúvida na cabeça do bombeiro enchendo-o de porquês, se ele é feliz, se nunca leu os livros antes de queimá-los, etc.

O tal futuro de Fahrenheit 451 baseia-se naquele princípio de Rousseau que os ignorantes é que são felizes, e que o conhecimento é a fonte do mal. O bombeiro acha que é feliz até a mocinha questionadora colocar dúvidas sobre sua “felicidade”.

Muitas foram as interpretações e leituras que se fizeram da obra de Bradbury, mas ele mesmo teria declarado que o romance não tratava de censura, mas de uma história sobre como a televisão destrói o interesse pela leitura. Então, tá.

Infelizmente não o achei em pdf traduzido para o português disponível para download. Se alguém souber de uma versão disponível avise, por favor.

Aqui é possível comprá-lo por R$ 32,00.

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Estão participando do desafio 30 livros em um mês a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros, a Mayara do Mayroses e a Cláudia do Nem Tão Óbvio Assim. E tem mais a Fabiana Nascimento que posta em notas no seu perfil no Facebook. E agora tem mais o Pádua Fernandes de O Palco e o Mundo, que entrou na brincadeira dia 7. É um jeito outro de conhecer as pessoas através dos livros que as encantaram e encantam. Acompanhe nossa grande brincadeira.

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Sobre Niara de Oliveira

ardida como pimenta com limão! marginal, chaaaaaaata, comunista, libertária, biscate feminista, amante do cinema, "meio intelectual meio de esquerda", xavante, mãe do Calvin, gaúcha de Satolep, avulsa no mundo. Ver todos os artigos de Niara de Oliveira

2 respostas para “Realidades absurdas nem tão fictícias assim

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