O meu abre-alas no mundo da literatura

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Dia 03 — O livro favorito da sua infância
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Preciso confessar que não fui uma leitora na infância. Sequer descobri a leitura na infância. Nunca fui incentivada a ler. Comecei a ler quando troquei de escola na quinta série e os professores exigiam leituras. Comecei a ler obrigada e fui pegando gosto. Mas fui muito devagar. Minha descoberta da leitura se deu só na adolescência, quando lia livros de política pesadões (são pesados para qualquer adulto) e precisava relaxar lendo coisas mais leves. Mas conto isso em outro momento.
Aos dez anos foi praticamente a minha estreia no mundo da literatura e o livro responsável por me fazer gostar de ler — e o estou adotando como livro mais querido da infância — foi O Menino do Dedo Verde, do Maurice Druon. A história de um menino rico que morava numa mansão, o oposto da minha vida, e que tinha um dom misterioso era fascinante pra mim. Sempre alimentei a fantasia de ser especial, única, de poder fazer a diferença no mundo e poder transformar o mundo com apenas o toque do meu dedo. E a história de Druon fez com que eu realizasse de certa forma a minha fantasia através do menino Tistu.
Tistu ainda tinha um detalhe especial, seu nome primeiro era João e ele foi responsável por pensar no João meu pai pela primeira vez como criança e ficar imaginando como tinha sido sua infância.

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Baixe O Menino do Dedo Verde em pdf e conheça ou relembre a história de Tistu.

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Também estão participando da brincadeira a Luciana do Eu Sou a Graúna, a Tina do Pergunte ao Pixel, a Renata do As Agruras e as Delícias de Ser, a Rita do Estrada Anil, a Marília do Mulher Alternativa, a Grazi do Opiniões e Livros. A Mayara do Mayroses diz que começa hoje. Mais alguém?

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Sobre Niara de Oliveira

ardida como pimenta com limão! marginal, chaaaaaaata, comunista, libertária, biscate feminista, amante do cinema, "meio intelectual meio de esquerda", xavante, mãe do Calvin, gaúcha de Satolep, avulsa no mundo. Ver todos os artigos de Niara de Oliveira

Uma resposta para “O meu abre-alas no mundo da literatura

  • Luciana

    Engraçado, eu só li esse livro depois de adulta, bem adulta, quando comprei pro meu filho – ele tinha seis anos – e me emocionou como fosse eu que tivesse os seis poucos anos.

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