Como e porque expurguei o PT de mim

Diferente de muitos militantes do PT que deixaram o partido após os escândalos do mensalão e decepções com o governo Lula, eu saí bem antes. Me desfiliei depois de dez intensos anos de militância partidária, em agosto de 1999. Na verdade estava fora desde outubro de 1998, bem entre o primeiro e segundo turno da eleição que elegeu Olívio Dutra governador do Rio Grande do Sul.

Nessa época, eu tinha trabalhado como assessora de imprensa da Prefeitura de Palmeira das Missões, região noroeste do estado, com status de secretária de governo. Era amiga pessoal, não muito próxima, do então candidato a vice-governador Miguel Rosseto –  éramos da mesma tendência interna, a Democracia Socialista –, que mais tarde se tornou o grande articulador do Fórum Social Mundial. Eu havia saído da prefeitura de Palmeira das Missões por problemas de relacionamento (para terem uma ideia eu havia chamado o prefeito de covarde numa reunião do secretariado municipal – e todo o governo e direção do PT em Palmeira das Missões era da Articulação de Esquerda, tendência “próxima” à coordenação do MST, eu era um ser estranho e incômodo)*.

A assessoria de imprensa na prefeitura em Palmeira foi meu primeiro emprego como jornalista formada. Dos que se formaram comigo e ainda não trabalhavam na área, em torno de 70% da turma, fui a primeira a conseguir emprego, exatos 35 dias depois da formatura. E  o salário não era de iniciante nem de estagiária. Mas eu me empolguei tanto que fiz em seis meses o trabalho de três anos e, claro, não vi os resultados. Tornei-me dispensável porque ainda resolvi um problema grave para a Administração Popular local: Cooptei uma jornalista do PDT e a levei para trabalhar comigo. Ela era uma das grandes articuladoras da oposição no funcionalismo municipal. Sempre tive um gênio do cão e não “respeitei” uma espécie de hierarquia familiar** do PT e da Administração Popular de Palmeira das Missões.

Nem vou mencionar que foi lá que recebi o diagnóstico da síndrome do Calvin (por telefone) e o havia levado para morar comigo há apenas dois meses quando fui demitida –  nos primeiros quatro meses eu vinha a Pelotas em média uma vez por mês. Calvin estava com apenas dois anos.

Voltei para Pelotas me sentindo derrotada. Derrotada pela intolerância e pelas divergências entre as tendências internas do PT. Justamente o que mais me mobilizava e encantava no partido, que era a democracia interna, a construção da unidade partidária na diversidade de ideias. Estava meio depressiva e o Olívio (diferente do Lula que perdeu para FHC no primeiro turno) tinha passado para o segundo turno com chances reais de derrotar Antônio Britto. Decidi me enfiar de cabeça na campanha e recebi da direção local da DS a incumbência de dividir trabalho em uma comissão com uma militante feminista muito complicada do então PT Amplo e Democrático (ex Nova Esquerda, ex PRC) que, desconfiávamos, poderia sabotar a campanha de Olívio só porque ele havia composto com a DS***. É, a guerra entre as tendências internas do PT era um jogo duríssimo onde da testa para baixo tudo era canela.

A minha presença ou vigília na tal Comissão de Mobilização da campanha Olívio em Pelotas não durou uma semana. No fim de uma tarde fria, que antecedia uma noite de plenária de campanha, fui acusada por essa militante feminista complicada de ter furtado de sua bolsa R$ 7,00 (sete reais). Seria o troco de uma bandeja de figos cristalizados (Pelotas é capital nacional do doce e produz, além dos chamados doces finos de mesa, doces e frutas cristalizados). Ela levou o caso à coordenação local de campanha e do partido, me acusou frontalmente dizendo ter certeza que havia sido eu e exigiu providências. Um dirigente da DS, assessor de finanças do partido, juntamente com outro assessor da Brasil Revolucionário (ex PCBR), antes de falarem comigo telefonaram para Palmeira das Missões contando tudo o que estaria acontecendo e pediram “referências” minhas. Queriam saber, investigar, o motivo da minha demissão lá. Armaram um circo imenso. Todas as tendências e todos os militantes envolvidos direta e indiretamente na campanha souberam do fato antes de mim. Finalmente a coordenação tomou a decisão, a minha revelia, de me afastar da campanha e proibir minha entrada na sede do PT.

Detalhe sórdido 1: A tal militante feminista complicada havia PERDIDO os tais R$ 7,00 dentro da sede do PT e o achou minutos depois de ter comunicado o meu “delito”. Mesmo assim não voltou atrás na acusação e exigências.

Detalhe sórdido 2: Militava com ela também numa ONG feminista da cidade e tínhamos uma convivência normal, baseada em solidariedade e respeito –  acreditava. Internamente na DS sempre a defendi de comentários maldosos que, julgava eu, eram muito mais pelo fato dela ser mulher do que por ser da tendência oposta.

Detalhe sórdido 3: A tal militante feminista complicada não foi nem sequer repreendida, muito menos afastada da campanha. E, antes que eu soubesse de tudo, ela conversou comigo e me consolou dizendo não saber o que havia motivado a coordenação a agir daquele jeito.

Detalhe sórdido 4: O dirigente da DS e meu algoz no caso da falsa denúncia de furto, militou anos à fio comigo, desde o movimento estudantil secundarista. Foi ele quem me apresentou a DS e me emprestou o primeiro livro do Trotsky que li na vida (sim, eu fui troska!).

Dois dias depois do falso caso de furto, julgamento e condenação, os dois venenosos dirigentes (DS e BR), bateram na minha casa me pedindo desculpas por terem acreditado em alguém, segundo eles, comprovada e notoriamente mau caráter e não em mim. A executiva municipal do PT e a coordenação de campanha me perguntaram se eu queria receber um pedido de desculpas formal em reunião interna (claro, plenária seria um exagero) como forma de retratação. Eu aceitei. Fui pessoalmente dizer que não os desculpava e comecei naquele dia um longo período de depressão e um longo, lento e doloroso processo de rompimento com o PT e com as pessoas que eram meus referenciais políticos. Isso tudo ocorreu em outubro de 98 e eu só me desfiliei em agosto de 99. Não vou relatar aqui o rompimento derradeiro. Apenas digo que escrevi aos prantos uma carta de próprio punho no Cartório Eleitoral da cidade comunicando a minha desfiliação do PT. As atendentes do cartório, coitadas, não entendiam o motivo do choro. Afinal, não era uma assinatura de divórcio, embora eu estivesse me comportando como se fosse.

Estou expurgando tudo isso publicamente de mim só agora, onze anos e meio depois motivada por dois casos ocorridos essa semana. Um foi ter entrado em contato no domingo com esses métodos nada éticos e nada ortodoxos produzidos – parecem – em série no PT e na DS, em meio a uma brincadeira no tuíter. Parece que o pessoal do PT leva até jogo de futebol de botão tão a sério como se fosse eleição para presidente. O segundo foi uma espécie de explosão homofóbica e “carteiraço” de um assessor de dirigente nacional do partido também no tuíter, que pode ser conhecido em dois posts do blog Maria Frô, um que relata e outro que traz uma espécie de resumo do caso por um petista crítico à sua direção e a esse tipo de comportamento. O fato fala por si e dispensa qualquer comentário meu a respeito.

Nunca fiz nenhuma crítica pública ao partido porque não me sentia habilitada para isso. Eu não rompi com o PT por motivos políticos, mas pessoais. E mesmo reconhecendo que recuperei minha consciência crítica só depois que me afastei, sempre achei melhor guardar as críticas para mim. Só faço críticas ao PT em público quando estou muito braba, e aí sobra tiro para todo lado mesmo. Mas, assim, consciente, calma e oficialmente é a primeira vez.

Como um partido que não consegue se revolucionar e romper com preconceitos internamente pretende fazer isso na sociedade? O tempo passa, o tempo voa e o PT não consegue nem fazer autocrítica e nem reconhecer seus problemas. Essa história do soldadinho do passo certo é conhecida e já cansou. Tem que ver isso aí, PT! Já perdeu imensas fileiras de militantes e continuará perdendo. Uma hora a gente cansa de dar murros em ponta de faca e vai construir a vida e a militância em outros espaços.

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P.S.: Me filiei ao PT aos 17 anos, quando presidia o maior grêmio estudantil secundarista da região, no dia 28 de março de 1989 – Dia Nacional de Lutas, por ser aniversário do assassinato do estudante Edson Luís pela ditadura militar, dia histórico para os secundaristas (esse termo se perdeu já que agora é Ensino Médio). Mas aos 14 já havia tentado organizar um núcleo do PT no bairro onde morava. Foi muito difícil desvencilhar a minha história do PT, mas consegui.
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Notas:

* A Articulação de Esquerda em Palmeira das Missões se sentia (deve se sentir ainda) a vanguarda revolucionária do mundo. Foi lá, num terreno doado pelo cara que conheci em 1998 como presidente do PT local, que se articulou a ocupação da Fazenda Anoni em 1978-79 e se tornou o berço do MST. Nesse terreno foi construído uma espécie de Quartel General dos Sem Terra, local onde eles fazem seus cursos internos de formação política e se reúnem em encontros mais longos para planejar estratégias e ações. Só estive lá uma vez e tinha um clima de clandestinidade no ar impressionante. Foi em Palmeira das Missões que conheci pessoalmente João Pedro Stédile. Seguidamente o encontrava em reuniões, cafés, com membros do PT e AP.

** Em Palmeira das Missões existem três ou quatro famílias que estão inteiras no PT e dominam completamente a cena além dessa forte influência/interferência do MST no partido e vice-versa. Aliás, foi onde encontrei a maior proximidade do PT com o MST. E ela se dava muito mais pelas relações pessoais do que institucionais.

*** Mais tarde a própria DS assumiu essa estratégia sórdida de boicotar a tendência vitoriosa na disputa interna quando da campanha do partido na eleição. Vide o comportamento da DS na campanha da Maria do Rosário para a prefeitura de Porto Alegre em 2008. A DS era a tendência majoritária e não admitiu a derrota, e boicotou vergonhosamente a campanha de Rosário, preferindo deixar José Fogaça se reeleger.

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Sobre Niara de Oliveira

ardida como pimenta com limão! marginal, chaaaaaaata, comunista, libertária, biscate feminista, amante do cinema, "meio intelectual meio de esquerda", xavante, mãe do Calvin, gaúcha de Satolep, avulsa no mundo. Ver todos os artigos de Niara de Oliveira

12 respostas para “Como e porque expurguei o PT de mim

  • Ramiro Catelan

    Triste relato. Ando decepcionado com o partido que meus pais ajudaram a fundar aqui no RS. Prefiro continuar acreditando que ainda existe gente boa no PT. Tá aí o meu deputado Raul Pont pra provar. Agora, gente histórica dentro da sigla, como meu tio-avô Paulo de Tarso Carneiro, é deixada de lado. Incrível! Quase não foi convidado à cerimônia de posse da Dilma. Queria que o velho PT revolucionário voltasse. Será querer demais?

  • Niara de Oliveira

    Diga isso a algum dirigente atual do PT, Ramiro, e terás a dimensão da tua utopia. 😉

  • Jose Porfiro

    Excelente relato. Além de ser extremamente pedagógico, mostra que às vezes as questões pessoais também podem ser utilizadas para se entender questões maiores dentro das organizações, neste caso, partidárias.
    Twitter: @jporfiro

  • Fernanda

    Sabe, estou há quase nove anos tentando uma síntese e não a consegui,sabendo que,por certo, não a conseguiria com o teu talento.Bom contar com a tua acuidade crítica e vigilância. A nossa memória é patrimônio e não poderia ser perdida na poeira de nossos túmulos:”É preciso estar atento e forte,não temos tempo de temer a morte”. Valeu, comadre!Beijão!:)

  • Niara de Oliveira

    Precisa fazer esse registro. Precisava que não ficasse só nas minhas memórias tristes. Beijo, comadre! 🙂

  • Conrado

    Não tinha mais nada a esperar. A verdade, dura, tinha sucumbido à conjuntura. Lembraria dos serões de análise de conjuntura. Faria falta brincar com essas coisas. Mas pensava como um jogador que se cansou dos colegas. Gostava de jogar mas não queria mais jogar com aqueles pernas de pau. Havia ainda os joelhos de vidro e os capitães do mato; que dizer dos lerdos e dos chatos? A verdade sempre é dura, mas nem sempre dura. Colocou ponto e vírgula na decisão, estava tentado a mudar de ideia. Como o Magalhães Pinto dizia, aquela coisa das nuvens. As nuvens, no entanto, eram apenas fumaça. Queimava como ardia, desistiu de beber e terminou a carta fumando. Exasperadamente. Pensou nisso e tentou encaixar o termo na carta. Não cabia, era uma tristeza. A Frente não iria gostar, a Frente que se fodesse; à frente, que fodesse. Achou melhor diminuir o lamento. Não ajudava e não queria mesmo ajudar, mas pesava a tinta. Pensou em lilasear a fonte, as meninas não iriam gostar. Logo, lilaseou. Achou um horror, e era mesmo. Estava enrolando, notou. Era isso o que fazia de melhor. Seria um bom sabotador se a hora chegasse. Não a da estrela, que essa já tinha passado sem deixar saudade. Que merda, pensou, a saudade. Sentimento estranho, dizendo o mínimo. Lembrou das dezenas de anketas lidas, nas quais os habitués de gaiolas declaravam, mofinos, saudade da jaula. Como pode alguém ter saudade de estar preso? Não tratava do estar-se preso por vontade, pensava impossível saudade de sofrer. No fundo, sim, sim, era a vontade de sentir-se preso, no sentido de apegado, aferrado. Animais gregários, que merda, que merda! Não com ele, pros diabos o darwinismo social! Ele não iria ficar preso coisa nenhuma, nem precisaria fugir. Bastaria dizer que estava zarpando, os outros que sentissem saudade. Ah, não. A última coisa que precisava era avaliar se teriam saudade dele. Que tivessem ou não, a decisão pouco poderia ser mudada, posto que imperativa diante da conjuntura. Sumiria pouco antes ou pouco depois. Não, pouco depois. O sumiço anterior perecera. Notaram e gostaram, que mencheviques sumindo sozinhos economizam munição. Era disso que precisava, sentir raiva. Escrevia melhor com raiva, que o estêncil servia à guisa de pera. Não um saco, uma pera mesmo. Que a reação era rápida e no sentido inverso. Isso! Escarafunchou na memória, aí já abalada pelo fumo, procurando por motivos para sentir raiva. Os bons motivos, precisava de uma lista deles, e nem precisou se esforçar muito. Estavam ali: a organização à qual serviu por 26 anos mudara de forma a claudicar. Não, não por ele, nem pelas duas ou três propostas de resolução, mas por um moto, uma verve qualquer. Ele poderia dar, poderia sim. E quisera. Não quiseram. Como num casamento – e doeu-lhe associar assim evidências díspares mas congêneres – derrocante buscava bons motivos para decidir dissolver, e mais, muito mais: pensava na partilha. O que haveria de levar? Nada. Doía. Experiência era muito pouco. As cascas eram muita coisa. Fumava e a digressão óbvia foi lembrar do virundum perpetrado contra Eartha Kitt: c´est si bon, le partille n’importe où. Partages où partouses? Claro que importava, claro que não respondia mais por si e meteu na vitrola Eartha, só para ter certeza de que tinha aprendido. Ter certeza de ter aprendido era quase que uma obsessão, e ouviu:

    C’est si bon,
    De partir n’importe où,
    Bras dessus, bras dessous,
    En chantant des chansons

    Achou o virundum melhor que o original. Servia melhor. E se incomodou com a palavra servir. Que coisa, servir só lhe apetecia se o serviço fosse bom, achou isso óbvio demais, sempre achava coisas óbvias demais desinteressantes, e se prendeu ao ouvido:

    C’est si bon,
    De se dire des mots doux,
    De petit rien du tout,
    Mais qui en disent long.

    En voyant notre mine ravie
    Les passants dans la rue, nous envient

    C’est si bon,
    De guetter dans ses yeux
    Un espoir merveilleux
    Qui donne le frisson
    C’est si bon
    Cette petite sensation
    ça vaut mieux qu’un million
    C’est tellement tellement bon

    Sentia-se bem com o sentimento de… nostalgia. Era como sentir saudade da jaula sim, mas saudade dos amigos, dos planos – frustrados – e das visitas íntimas, porque não trabalhava com gogó. Incrível como selecionamos apenas os bons momentos dos momentos que nos provocam saudades. Nossa memória é seletiva mesmo, e muito antes de Waly Salomão vaticinar, ou vituperar, enfim, que a memória é uma ilha de edição, pôs-se a escolher do que teria saudade, como se dele dependesse a seleção. Estava fora e precisava ter uma contrapartida, como se pudesse bem explicar aos netos porque mandou pro limbo uma amizade correspondente ao quarto de sua vida apenas porque os amigos não mais lhe deixavam trapacear no carteado. O quarto de sua vida já foi uma lembrança bem mais alvissareira. As moças de lá não o chutariam apenas porque ele chutou o mastro do navio que as encerrava, pensou. Era um lampejo de sensatez, e se conformou com apenas isso. Apenas diante do todo, mas diante da vida que levaria, de vítima do inexorável ostracismo do qual seria objeto, pensou que viria a calhar. Projetou o apelo de vítima, pode inclusive visualizar como aproveitaria disso. E então ficou com medo. Poderiam mandar para cima dele as temíveis sereias da polícia política. Terminou a carta pensando num ensinamento do avô, morto quando ainda era pequeno como os lambaris que pescavam, velho e moleque, às margens de Guarapiranga. Ensinamento despretensioso, pelo exemplo, como viu anos mais tarde ser a melhor forma de ensinar, talvez no âmbito do que pretendia ensinar: já que é para morrer, que seja por um motivo justo. Enviou, esperou e nunca obteve resposta. Haviam-no esquecido no meio do gelo, chegou a pensar, mas preferiu a versão do “incomodei, logo, acertei o alvo”. Voltou a beber e até conseguiu achar graça de novo quando ouviu:

    N’importe quand
    Si bon, si bon
    Très expensive
    Si bon, si bon
    Ce soire
    Si bon, si bon
    Demain
    Si bon, si bon
    La semaine prochaine
    Si bon, si bon
    N´importe quand

    Que vissem, que viessem logo as semanas, meses e anos, que viessem logo as próximas loucuras. A atual, então, já pretérita, cansou o velho. Precisava descansar.

  • @GuilhermeJrg

    No fim é o poder. Pelo poder tudo é justificável. Não adianta a regra democrática se a razão dos indivíduos não o é… pelo menos não qdo alcançam o poder, mínimo que seja.

    Parabéns pela sessão de exorcismo.

  • Luka

    Eu acompanhei o afastamento de quase toda minha família do PT/PA, eu que não ajudei a construir este partido, mas que só o tive como minha referência por muitos anos ainda choro quando ouço algumas coisas da direção deles ou quando vejo o que os governos deles na minha terra e no brasil fizeram. Vi muitas tias minhas chorarem, pois não eram apenas compas políticos que ali ficavam, mas amigos de vida, de história…
    É admirável tu conseguires sentar e organizar isso tudo pra poder expor, relembrar coisas assim é sempre duro.

  • Luci Mari

    Niara, é mais do que decepcionante. O seu questionamento “Como um partido que não consegue se revolucionar e romper com preconceitos internamente pretende fazer isso na sociedade?” merece tema para ampla discussão.
    Mas a idéia, a filosofia e o sonho de fazermos um mundo melhor deve estar muito acima da mediocridade das pessoas que compõe o partido. Deve haver outro caminho, precisamos encontra-lo.

  • Niara de Oliveira

    Estás certa, Bilu. Deve haver outro caminho.
    Beijo.

    🙂

  • bete davis

    corajosa como sempre, Ni. te admiro ainda mais. entre chocada e na verdade nem tanto, temo dizer que minah desilusão co política tem aumentado e vc sabe que eu gostava do debate polítco.
    a frase essencial que vc coloca – Como um partido que não consegue se revolucionar e romper com preconceitos internamente pretende fazer isso na sociedade?” me deixa mais desesperançada ainda.

  • Niara de Oliveira

    Foi doloroso fazer esse exorcismo, esse expurgo. Continuo acreditando nas mesmas utopias e preservo os mesmos sonhos, e talvez isso doa ainda mais, porque não tem como não se sentir uma nau à deriva. Beijo, sua linda. :*

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