As listas e suas injustiças

“Construção”, de Chico Buarque foi eleita como a maior música brasileira. “Águas de Março”, com Tom Jobim e Elis Regina ficou com a segunda colocação, “Carinhoso”, de Pixinguinha em terceiro.
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Marlon Marques
Amálgama
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Na edição do mês de outubro de 2009, a revista Rolling Stone Brasil trouxe em sua capa uma matéria intitulada “As 100 maiores músicas brasileiras”. No final da matéria, lê-se os nomes dos críticos e jurados que escolheram as canções, um time de peso. Sempre haverá injustiças e lamentos do público por achar que faltaram itens. Listar é de fato uma tarefa árdua, ainda mais em um país como o Brasil, tão rico musicalmente. Entretanto, temos que concordar que há omissões e omissões. O júri de Rolling Stone acertou muitíssimas vezes, mas também cometeu erros impressionantes, não sei se por política ou qualquer outra razão.

Clique na imagem e ouça cada uma das cem músicas da lista

Muita coisa boa e importante ficou de fora. E não só ausências de canções foram sentidas, mas também ausências de certos nomes que jamais deveriam ficar de fora de qualquer lista. Por exemplo, Lamartine Babo. Toda lista é pautada por critérios, a revista não expôs em um prefácio quais os critérios adotados para a sua, mas é nítido que muito do que ali está não seguiu nem critérios estéticos e nem de importância histórica, mas apenas porque foram hits em suas épocas.

“Ana Júlia”, dos Los Hernamos, marca presença. Será que os cariocas não compuseram muitas canções superiores a “Ana Júlia”? Embora “Alagados”, dos Paralamas, seja uma canção seminal, “Lanterna dos Afogados” não ter entrado foi uma injustiça. É claro que, depois da sentença de Nelson Rodrigues, toda unanimidade tornou-se duvidosa. Não farei uma lista elencando as injustiças cometidas pela revista. Não adotarei critérios críticos ou métodos científicos para justificar os nomes que citarei, apenas usarei a traiçoeira memória para trazer a tona músicas que poderiam estar naquela lista e que os nobres jurados ou esqueceram ou negligenciaram.

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Sobre Niara de Oliveira

ardida como pimenta com limão! marginal, chaaaaaaata, comunista, libertária, biscate feminista, amante do cinema, "meio intelectual meio de esquerda", xavante, mãe do Calvin, gaúcha de Satolep, avulsa no mundo. Ver todos os artigos de Niara de Oliveira

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